Pânico geral: dólar explode e Bolsa desaba com medo de recessão global
Trump na ponta iceberg.
Por Administrador
Publicado em 04/04/2025 20:00
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Pânico geral: dólar explode e Bolsa desaba com medo de recessão global

 

Os mercados de câmbio e ações viveram horas de pânico nesta sexta-feira (4/4), com o temor de que o mundo mergulhe numa recessão global. No Brasil, o dólar explodiu, com elevação de 3,68%, cotado a R$ 5,83. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), desabou 3%, aos 127.162 pontos.

 

Variações semelhantes ocorreram em todo o mundo. Elas foram resultado do que os analistas classificaram como uma declaração inequívoca de guerra comercial no mundo.

 

O primeiro ato da batalha, contabilizam os técnicos, ocorreu com o anúncio das tarifas recíprocas, feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (3/4). Na ocasião, o republicano anunciou sobretaxas sobre importados que vão de de 10%, patamar do Brasil, a quase 50%.

 

Nesta sexta, deu-se a confirmação do início do combate. Em represália às medidas divulgadas pelo republicano, a China informou que vai impor uma sobretaxa de 34% sobre os produtos americanos – o mesmo “percentual recíproco” fixado pelos EUA contra os itens chineses. A expectativa é que a União Europeia também adote medida semelhante.

 

Aversão ao risco

“Diante desse quadro, aumentou a aversão ao risco”, diz Emerson Vieira Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa Investimento. “Os investidores correram para se proteger no dólar, o que valorizou a moeda americana, e também tentaram fugir de ativos de renda variável, como as ações, o que prejudicou as Bolsas.”

 

Sinal do pânico generalizado, as Bolsas de Valores afundaram em todo o mundo. Na Ásia, a debacle foi geral. O índice Nikkei 225, do Japão, fechou em queda de 2,75%, o menor nível em oito meses. Na semana, desabou 9%. O Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,86%, e o Xangai Composto da China continental, baixou 0,28%.

 

Europa e EUA

Situação idêntica ocorreu na Europa. O Stoxx 600, que reúne as ações das 600 empresas europeias, terminou o dia em queda de 5,1%. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 tombou 4,95%, e, em Frankfurt, o DAX também recuou 4,95%.

 

Nos Estados Unidos, o mesmo cenário prevaleceu. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, que concentra as empresas de tecnologia, derreteram pelo segundo dia seguido. Às 15 horas, eles baixavam, respectivamente, 3,74%, 4,33% e 4,26%.

 

BC americano

“O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, disse em discurso nesta sexta que as tarifas podem levar a um cenário de inflação mais pressionada e crescimento mais lento, a famosa estagflação”, afirma Paula Zogbi, gerente da fintech Nomad.

 

Efeito no Ibovespa

As turbulências globais tiveram forte efeito no Ibovespa. “As maiores altas foram puxadas pelo Carrefour, beneficiado pelo aumento no valor da troca de ações em seu processo de deslistagem. Minerva e SLC Agrícola também subiram, com o setor frigorífico ganhando competitividade após a retaliação chinesa às tarifas dos EUA, o que favorece a carne brasileira”, diz Christian Iarussi, sócio da The Hill Capital. “Já a SLC tende a ser menos afetada no curto prazo pela guerra comercial por conta de seu perfil exportador.”

 

O analista observa que as principais quedas do índice foram registradas por empresas do setor de petróleo. “Isso inclui Prio, PetroReconcavo e Brava e o recuo ocorre por causa da forte queda no preço do petróleo”, diz Iarussi. Ele foi reflexo do medo de uma desaceleração global, com a guerra comercial entre China e EUA, o que reduz a demanda por commodities.”

 

Fonte: Metrópoles

 

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