TANIA LEDUR
CPMI DO INSS REJEITA RELATÓRIO QUE PEDIA INDICIAMENTO DE MAIS DE 200 PESSOAS
Nas listas estavam Bolsonaro, Flavio, Vorcaro e Lulinha
Por Administrador
Publicado em 28/03/2026 12:44
NOTICIAS EM GERAL .

CPMI DO INSS REJEITA RELATÓRIO QUE PEDIA INDICIAMENTO DE MAIS DE 200 PESSOAS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, por 19 votos a 12, o relatório final que recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas investigadas por suspeitas de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

O documento foi elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar e incluía entre os citados Fábio Luís Lula da Silva, além de parlamentares, ex-ministros e dirigentes de entidades.

A sessão que definiu o desfecho da comissão começou ainda na manhã de sexta-feira e se estendeu até a madrugada deste sábado (28), prazo final para conclusão dos trabalhos.

O relatório também sugeria medidas mais duras, como a possibilidade de pedido de prisão preventiva de Lulinha, com base em alegações de risco de fuga. Segundo o texto, ele teria recebido valores ligados ao esquema investigado por meio de intermediários.

Durante a reta final, parlamentares da base governista tentaram apresentar um relatório alternativo, com cerca de 130 indiciamentos, incluindo nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e empresários ligados ao sistema financeiro.

No entanto, a proposta não chegou a ser analisada. Com o encerramento da sessão sem votação do texto alternativo, a CPMI termina oficialmente seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final.

Mesmo assim, o presidente da comissão afirmou que o material produzido será encaminhado a órgãos de controle, como o STF e a PGR, para continuidade das apurações.

A CPMI foi criada em 2025 após investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União apontarem um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, realizados sem autorização de beneficiários, principalmente por entidades associativas.

Ao longo de cerca de seis meses, a comissão ouviu dezenas de testemunhas, analisou milhares de documentos e aprovou quebras de sigilo de investigados. As apurações indicaram falhas no sistema de controle e fiscalização dos descontos aplicados aos beneficiários.

Apesar da ampla investigação, o impasse político sobre os relatórios e o prazo encerrado sem consenso resultaram no fim da CPMI sem um desfecho formal aprovado.

Fonte: Jornal O Sul

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